Tamara Silva, autora do site Rice and Love

Tamara Silva tem 28 anos e é desde muito nova apaixonada pelo universo dos alimentos, pelos seus efeitos na saúde e pela magia que envolve a Culinária. Passou a sua infância e adolescência na Guarda, onde tem as suas raízes e onde cresceu sempre ligada à terra. Apanhar cogumelos selvagens fazia parte das suas brincadeiras de Outono e as aventuras entre tachos e panelas começaram bem cedo, pois adorava acompanhar a sua mãe na cozinha e sentir o cheiro e o sabor dos alimentos.

 

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Formou-se em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto no entanto, o “bichinho” da Alimentação, esse, nunca a deixou e, recentemente, inspirada pela filosofia Macrobiótica, com a qual se cruzou em 2013 pela primeira vez e, após um período de trabalho como Farmacêutica Comunitária, decidiu que esse sonho não podia ser mais adiado.

Começou por frequentar o Curso de Culinária Macrobiótica no Instituto Macrobiótico de Portugal em Lisboa e, mais tarde, deixar o seu trabalho como Farmacêutica Comunitária para se dedicar em exclusivo a essa paixão. Colaborou na cozinha de alguns restaurantes vegetarianos/macrobióticos do País e atualmente, continua a sua formação em Macrobiótica e é responsável por todos os serviços do seu recente projeto Rice and Love – Alimentação Natural, através do qual cozinha, facilita workshops, aulas e cursos de Culinária Natural Vegetariana, na Guarda e resto do País e partilha informação sobre Macrobiótica, Alimentação e Estilo de vida Natural para uma vida mais próxima da Natureza, mais sustentável, mais consciente, mais livre e mais feliz! Acredita que cozinhar é um ato de amor e que aquilo que comemos tem um impacto enorme na nossa saúde e bem-estar e, em tudo o que nos rodeia!

Dicas da Tamara para uma alimentação mais saudável:

“Apesar de defender que uma alimentação maioritariamente de origem vegetal é a melhor tanto para a saúde humana como ambiental, penso que a mudança mais urgente a fazer na alimentação moderna consiste em abolir os produtos alimentares industrializados e aumentar o consumo de alimentos que o sejam verdadeiramente e se apresentem na forma mais natural possível, ou seja, como nos são fornecidos pela Natureza, sem aditivos químicos (corantes, conservantes, adoçantes, estabilizadores, etc), pouco ou nada processados e provenientes de agricultura biológica.

Em termos de ações, tudo o que de alguma forma incentive o consumo de alimentos naturais junto dos educadores, professores, pais e crianças torna-se essencial. Penso que a mudança dos alimentos que são disponibilizados nas escolas é uma medida muito importante e para isso poderá ser necessário dar formação aos funcionários. Hortas e aulas de culinária nas escolas, eventos como workshops de culinária ou visitas a quintas orgânicas que envolvam a escola, as crianças e os pais acho que, também, poderiam fazer a diferença. É extremamente importante que a informação chegue a todos, para que todos “trabalhem” na mesma direção e as crianças recebam as mesmas ideias tanto na escola como em casa. E não só as crianças beneficiam com isso como também os próprios adultos. Esse tipo de eventos mais práticos acho que são muitos mais efetivos pois muitas vezes os pais e educadores sabem que alimentos devem evitar e preferir mas não sabem como colocar isso em prática, como preparar os alimentos de modo a que sejam apelativos, saborosos e simultaneamente de forma prática para o dia-a-dia. É fundamental que as crianças contactem de perto com os alimentos, vejam como eles crescem na Natureza e chegam até à mesa, como os podemos preparar e consumir. Sentir o cheiro, a textura e o seu sabor, perceber que a Natureza tem os seus ritmos e nos dá exatamente o que precisamos para crescermos e vivermos saudáveis, pois nós fazemos parte dela! Transmitir-lhes  que os alimentos que podemos ver crescer na Natureza são os que são apropriados para o consumo e não os que encontramos em caixinhas no supermercado com listas de ingredientes estranhos e que nem sequer contactaram com a terra, sem vida e que ninguém viu crescer.

E os alimentos de verdade são, por exemplo, os legumes e frutos frescos, os cereais integrais, as leguminosas, os frutos gordos, as sementes, o peixe de rio ou de mar, os ovos, a carne e a água, sendo provenientes de agricultura biológica e sem outros ingredientes adicionados.”

As receitas da Tamara:

BOLINHAS DE FIGO, AMENDOIM E CACAU

 

 

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